Mania de Plantas
  • Agro do Futuro & Inovação
  • Eco, Clima & Sustentabilidade
  • Fauna & Vida Silvestre
  • Jardinagem & Cuidados
  • Mundo Botânico & Ciência
  • Agro do Futuro & Inovação
  • Eco, Clima & Sustentabilidade
  • Fauna & Vida Silvestre
  • Jardinagem & Cuidados
  • Mundo Botânico & Ciência
No Result
View All Result
Mania de Plantas
No Result
View All Result
Home Eco, Clima & Sustentabilidade

18 anos, R$ 5,3 bilhões e um recorde que coloca o Brasil no centro da política climática global

O Fundo Amazônia quadruplicou o ritmo de aprovação de projetos desde 2023 e se tornou a maior iniciativa de REDD+ do mundo

Escrito por: Mania de Plantas Revisão: Derick Machado
11 de junho de 2026
in Eco, Clima & Sustentabilidade
18 anos, R$ 5,3 bilhões e um recorde que coloca o Brasil no centro da política climática global

Há mecanismos que existem no papel por anos antes de mostrar o que realmente conseguem fazer. O Fundo Amazônia demorou quase uma década e meia para revelar sua escala real, e os números apresentados nesta quinta-feira (11) pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo BNDES deixam pouco espaço para dúvida: o Brasil opera hoje a maior e mais bem-sucedida iniciativa de REDD+ do mundo, com volume de recursos e resultados que nenhum outro país chegou perto de replicar.

ADVERTISEMENT

Desde a retomada de sua governança, em 2023, o Fundo quadruplicou o ritmo anual de aprovação de projetos. A média que ficava em torno de R$ 300 milhões por ano entre 2009 e 2018 saltou para R$ 1,3 bilhão anuais no ciclo mais recente, entre 2023 e 2026. Em termos absolutos, o período de apenas três anos já responde por 57% de todas as aprovações e contratações da história do mecanismo, acumulado em 18 anos de existência.

O que é o REDD+ e por que isso importa para o planeta

Para entender o peso desse recorde, vale conhecer o mecanismo por trás do Fundo. O REDD+ é uma iniciativa desenvolvida no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) que funciona com uma lógica simples e poderosa: países em desenvolvimento que conseguem reduzir o desmatamento e as emissões associadas recebem compensações financeiras proporcionais aos seus resultados. É, em essência, um sistema que atribui valor econômico à floresta em pé.

O Brasil criou o Fundo Amazônia em 2008 exatamente para canalizar esses recursos, transformando a redução do desmatamento em cooperação internacional concreta. As doações vêm principalmente da Noruega e da Alemanha, países que apostaram no mecanismo como um dos instrumentos mais eficazes de combate às mudanças climáticas disponíveis atualmente. Com R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados até agora, o Fundo acumula um portfólio que nenhuma iniciativa similar no mundo conseguiu construir.

Veja Também

Balões tomam o céu e marcam a abertura do Festival da Primavera em Castro

Museu transforma férias em aventura científica para crianças em Curitiba

O que aconteceu entre 2019 e 2022

A trajetória do Fundo não foi linear. Entre 2019 e 2022, o mecanismo foi paralisado após conflitos entre o governo federal e os países doadores sobre as políticas ambientais brasileiras. A Noruega e a Alemanha suspenderam os repasses diante do aumento acelerado do desmatamento no período, e a estrutura operacional do Fundo dentro do BNDES foi desativada. O resultado foi um hiato de quatro anos que interrompeu projetos, deixou organizações sem financiamento e, na prática, desacelerou ações de conservação em toda a Amazônia.

A retomada em 2023 não foi apenas uma reativação administrativa. Exigiu a recriação da estrutura dedicada ao mecanismo no BNDES, a definição de novas diretrizes de aplicação de recursos e o realinhamento com as políticas públicas de combate ao desmatamento. O salto nos números de aprovação desde então reflete tanto a demanda reprimida quanto a velocidade com que o Fundo buscou recuperar o tempo perdido.

Quem está sendo beneficiado

Os números de alcance do Fundo revelam que sua atuação vai muito além do financiamento de grandes projetos institucionais. Mais de 650 organizações estão entre os beneficiários diretos, o que inclui desde entidades de pesquisa e ONGs ambientais até associações de comunidades tradicionais. Ao todo, 169 terras indígenas e 192 unidades de conservação recebem apoio do mecanismo, compondo uma rede que cobre boa parte dos territórios mais estratégicos para a preservação da floresta.

O impacto humano direto alcança 260 mil pessoas, um número que cresce à medida que novos projetos são aprovados e desembolsados. A média anual de desembolsos entre 2023 e 2025 chegou a R$ 224 milhões, ligeiramente acima da média histórica de R$ 206 milhões registrada entre 2010 e 2018, e a tendência é de crescimento conforme os projetos aprovados recentemente avançam para a fase de execução.

Em quantidade de operações, o aumento também é expressivo: a média saiu de dez projetos aprovados por ano no período anterior para 15 projetos anuais entre 2023 e 2025, um crescimento de 50% que indica não apenas mais dinheiro disponível, mas uma capacidade operacional maior para estruturar e executar iniciativas de conservação com diferentes perfis e escalas.

O que esses recursos financiam na prática

O escopo de atuação do Fundo é amplo e deliberadamente diversificado. A prevenção e o monitoramento do desmatamento formam a espinha dorsal dos projetos, mas o portfólio inclui também ações de restauração florestal, regularização ambiental e territorial e apoio à produção sustentável em comunidades da Amazônia. Essa combinação é relevante porque ataca o problema por múltiplas frentes: reduz a pressão sobre a floresta, recupera áreas já degradadas e oferece alternativas econômicas para populações que dependem do território.

A regularização fundiária, em particular, é um componente frequentemente subestimado nas discussões sobre desmatamento. Boa parte da pressão sobre a floresta tem origem em disputas territoriais não resolvidas, onde a ausência de titulação facilita a grilagem e a ocupação irregular. Projetos que trabalham essa dimensão criam uma base legal e institucional que torna a conservação mais duradoura do que qualquer ação de fiscalização isolada.

Um ativo ambiental que o Brasil ainda subestima

O recorde do Fundo Amazônia chega num momento em que o debate climático global está mais intenso do que nunca, e o Brasil ocupa uma posição que nenhum outro país pode reivindicar: é o guardião do maior repositório de biodiversidade tropical do planeta e, ao mesmo tempo, o operador do mecanismo de financiamento ambiental mais eficaz já criado nesse modelo.

A floresta em pé não é apenas um patrimônio natural. É um ativo climático, hídrico e científico cujo valor real ainda é difícil de calcular com precisão. Cada projeto aprovado pelo Fundo Amazônia é, na prática, um investimento nesse ativo, mantendo funcional um sistema que regula o clima regional, abastece bacias hidrográficas de alcance continental e sustenta uma biodiversidade que a ciência ainda está longe de mapear completamente.

Os R$ 1,3 bilhão aprovados por ano no ciclo atual são um número expressivo. Mas o que eles representam, em termos de floresta preservada, comunidades protegidas e emissões evitadas, é consideravelmente maior do que qualquer cifra consegue comunicar.

Fonte: Informações: Agência Brasil
Share234Tweet146Share

Artigos relacionados

Copasa e TCEMG lançam projeto cultural com Mia Couto e o livro “O Rio Infinito”
Eco, Clima & Sustentabilidade

Copasa e TCEMG lançam projeto cultural com Mia Couto e o livro “O Rio Infinito”

by Mania de Plantas
8 de junho de 2026
0

Copasa e TCEMG lançam o projeto Sempre um Papo – TCE Cultural com estreia no dia 20/10, trazendo Mia Couto para um bate-papo gratuito sobre literatura, água e cidadania. A proposta usa...

Read more
Alerta vermelho por baixa umidade atinge seis regiões e acende sinal de perigo
Eco, Clima & Sustentabilidade

Alerta vermelho por baixa umidade atinge seis regiões e acende sinal de perigo

by Derick Machado
8 de junho de 2026
0

A sexta-feira começou sob um forte aviso meteorológico: o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de baixa umidade do ar que atinge uma extensa faixa do Brasil. Com a...

Read more
Itaipu leva à COP30 exemplo pioneiro de restauração florestal na Mata Atlântica
Eco, Clima & Sustentabilidade

Itaipu leva à COP30 exemplo pioneiro de restauração florestal na Mata Atlântica

by Mania de Plantas
8 de junho de 2026
0

Na fronteira entre Brasil e Paraguai, uma das experiências mais consistentes e duradouras de recuperação florestal da Mata Atlântica está prestes a ganhar os holofotes internacionais. Durante a COP30, que acontece em...

Read more
Foto: Arnaldo Neto/AEN
Eco, Clima & Sustentabilidade

Balões no céu curitibano anunciam o Festival da Primavera

by Mania de Plantas
6 de junho de 2026
0

No último domingo, quem passou pelo Parque Barigui, em Curitiba, foi surpreendido por um cenário que parecia ter saído de um filme: grandes balões coloridos flutuando suavemente até 15 metros de altura,...

Read more
  • Politica de Privacidade
  • Contato
  • Politica de ética
  • Politica de verificação dos fatos
  • Politica editorial
  • Quem somos | Sobre nós
  • Termos de uso
  • Expediente
  • Revista
[email protected]

©2021 - 2025 Maniadeplantas, Dedicado a informar o público sobre a natureza e o mundo verde. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

No Result
View All Result
  • Agro do Futuro & Inovação
  • Eco, Clima & Sustentabilidade
  • Fauna & Vida Silvestre
  • Jardinagem & Cuidados
  • Mundo Botânico & Ciência

©2021 - 2025 Maniadeplantas, Dedicado a informar o público sobre a natureza e o mundo verde. - Editora CFILLA (CNPJ: 47.923.569/0001-92)

Nós estamos usando cookies neste site para melhorar sua experiência. Visite nossa Politica de privacidade.