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Home Clima e Sustentabilidade

Alerta vermelho por baixa umidade atinge seis regiões e acende sinal de perigo

Revisão: Derick Machado
16 de maio de 2026
in Clima e Sustentabilidade
Alerta vermelho por baixa umidade atinge seis regiões e acende sinal de perigo

A sexta-feira começou sob um forte aviso meteorológico: o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de baixa umidade do ar que atinge uma extensa faixa do Brasil. Com a umidade podendo cair abaixo dos 12%, o fenômeno se aproxima de níveis encontrados em regiões desérticas, trazendo sérias implicações para a saúde e o meio ambiente.

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O alerta vale até as 18h para todo o Distrito Federal e partes dos estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e Bahia. A condição crítica se estende, por exemplo, ao Leste, Centro, Norte e Noroeste goiano, ao Nordeste de Mato Grosso e ao extremo Oeste baiano, além de áreas significativas do Tocantins e de Minas Gerais.

Condições atmosféricas semelhantes ao deserto

Segundo o Inmet, a umidade relativa do ar nessas regiões pode atingir valores inferiores a 12% — marca que caracteriza o estágio de “grande perigo”. Este cenário representa não apenas desconforto térmico, mas um ambiente propício ao agravamento de doenças respiratórias, oculares e dermatológicas, além de favorecer focos de incêndio.

Além do alerta vermelho, o órgão também mantém um alerta laranja em vigência, indicando risco moderado, para outras áreas do país. Nesse grupo, incluem-se trechos de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que devem enfrentar índices entre 20% e 12% de umidade ao longo do dia.

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Riscos à saúde exigem atenção redobrada

A queda drástica na umidade do ar interfere diretamente no bem-estar da população. Os efeitos vão desde ressecamento da pele e mucosas até dores de cabeça e maior suscetibilidade a crises de asma, rinite e bronquite. Em ambientes com baixa umidade, as vias respiratórias perdem sua capacidade natural de filtrar impurezas, o que pode levar a complicações sérias, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Além disso, o desconforto tende a aumentar nas horas mais quentes do dia, quando a radiação solar é mais intensa e o ar se torna ainda mais seco. Por isso, evitar a exposição ao sol nesse período e manter os ambientes bem ventilados e umidificados são atitudes recomendadas.

Alerta ambiental e risco de incêndios

Outro efeito direto do clima seco é a maior facilidade de propagação de queimadas, sobretudo em áreas rurais e de vegetação densa. A vegetação ressecada, somada a temperaturas elevadas e ventos moderados, cria o cenário ideal para incêndios florestais espontâneos ou provocados por ações humanas negligentes.

A recomendação é suspender qualquer queima de resíduos, mesmo aquelas aparentemente controladas, e evitar o descarte de materiais inflamáveis em terrenos abertos. O risco de que o fogo se alastre rapidamente, atingindo propriedades e reservas ambientais, é alto e merece atenção das autoridades locais.

O que fazer para se proteger

Em meio a esse cenário, as orientações seguem um padrão importante: hidratação constante, uso de hidratantes corporais, umidificadores ou recipientes com água nos ambientes internos, além da escolha de roupas leves e respiráveis. Pequenos hábitos como manter toalhas úmidas no quarto, lavar o nariz com soro fisiológico e dar preferência a ambientes frescos podem fazer grande diferença.

Enquanto as condições não melhoram, o Inmet segue monitorando os dados meteorológicos e atualizando os avisos em tempo real. A expectativa é que o padrão de baixa umidade persista nos próximos dias, exigindo cuidados contínuos por parte da população e das autoridades ambientais.

Via: Fonte: Inmet
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