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Ervilha-de-cheiro: guia completo para cultivar a flor perfumada que encanta no paisagismo

Com perfume marcante e pétalas delicadas, a espécie mediterrânea ganha protagonismo em pergolados e maciços floridos

Revisão: Mel Maria
17 de maio de 2026
in Noticias
Ervilha-de-cheiro: guia completo para cultivar a flor perfumada que encanta no paisagismo
Resumo

• A ervilha-de-cheiro é uma trepadeira mediterrânea de perfume marcante e flores delicadas, ideal para pergolados, cercas e maciços floridos.
• Suas pétalas surgem em diversas cores e trazem leveza, movimento e forte apelo ornamental ao paisagismo.
• Prefere temperaturas amenas, solo fértil e bem drenado, além de regas frequentes que mantenham o substrato levemente úmido.
• Possui ciclo anual, florescendo intensamente por alguns meses; depois seca, devendo ser replantada por sementes a cada temporada.
• Não é comestível e carrega simbolismo histórico, sendo associada à gratidão e hospitalidade desde a Era Vitoriana.

A ervilha-de-cheiro parece ter saído de um jardim romântico do sul da Europa, onde o perfume doce das flores se mistura ao vento fresco das manhãs costeiras. Suas pétalas delicadas, que lembram pequenas borboletas, surgem em tons que vão do rosa ao vermelho, passando por brancos suaves e variações bicolores que iluminam qualquer composição paisagística. Embora delicada na aparência, trata-se de uma espécie surpreendentemente vigorosa, capaz de revestir cercas, pergolados e áreas de transição no jardim, criando massas floridas que chamam atenção pelo colorido e pela fragrância.

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Segundo o engenheiro agrônomo Eduardo Funari, a ervilha-de-cheiro tem uma aptidão natural para o uso ornamental, sobretudo como trepadeira de suporte leve. “É uma planta muito indicada para pergolados, cercas-vivas e áreas de divisa, onde podem ser formados maciços vegetais. Por apresentar comportamento de trepadeira, desde que haja uma estrutura de apoio adequada, é possível conduzi-la facilmente como cerca-viva”, explica o especialista à frente do Funari Paisagismo.

Além disso, como observa o arquiteto e urbanista Fábio Assef, a planta também pode ganhar protagonismo em grandes maciços floridos, oferecendo um preenchimento vibrante e aromático ao jardim. Esse uso mais expansivo reforça o caráter ornamental da espécie e amplia as possibilidades de composição para quem deseja destacar cores e texturas de forma natural.

Origem mediterrânea e características marcantes

O nome científico Lathyrus odoratus não foi escolhido por acaso. A palavra lathyros faz referência ao formato das vagens típico das leguminosas, enquanto odoratus destaca uma das maiores virtudes da espécie: o aroma inconfundível de suas flores. O nome popular, por sua vez, deriva da semelhança entre a planta e a ervilha tradicional, tanto pela forma das vagens quanto pelo perfume suave que surge com a floração.

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Ervilha-de-cheiro: guia completo para cultivar a flor perfumada que encanta no paisagismo

Nativa das regiões costeiras da Itália e da Sicília, a ervilha-de-cheiro prefere temperaturas amenas e ciclos de luz abundante. Trata-se de uma espécie de pequeno porte, que pode variar entre 60 centímetros e 2 metros conforme a variedade, mantendo sempre um aspecto leve e delicado que funciona muito bem em jardins românticos ou em composições mais exuberantes.

Como cuidar da ervilha-de-cheiro

O cultivo da ervilha-de-cheiro exige atenção especialmente ao clima, à luminosidade e à estrutura de sustentação. Por ser uma espécie típica de regiões mediterrâneas, ela se desenvolve melhor quando as temperaturas permanecem frescas, sem extremos de calor. A bióloga e paisagista Melina Alvarez reforça essa necessidade ao explicar que “temperaturas mais frescas incentivam o desenvolvimento rápido e a floração abundante, enquanto o calor excessivo pode reduzir a durabilidade das flores e encurtar o ciclo da espécie. Ela aprecia ambientes bem iluminados, com sol da manhã ou meia-sombra em regiões mais quentes”.

O solo ideal deve ser fértil, leve e bem drenado, rico em matéria orgânica, o que garante nutrição e estrutura adequadas para o crescimento da planta. No entanto, apesar de detestar encharcamento — já que suas raízes são sensíveis a fungos — a espécie gosta de umidade constante. Por isso, as regas precisam ser frequentes, mantendo o substrato levemente úmido, mas nunca saturado de água.

Por ter ciclo anual, a ervilha-de-cheiro germina, cresce, floresce intensamente e forma sementes em poucos meses. “Em climas mais amenos, o ciclo completo costuma durar de 4 a 6 meses, desde o plantio ao fim da floração. Após esse período, a planta seca, e o ideal é plantar a partir das sementes para uma nova floração no ano seguinte”, orienta Eduardo Funari.

Atributos ornamentais e usos no paisagismo

Além do perfume doce e marcante, a ervilha-de-cheiro se destaca pela enorme variedade de cores, incluindo tons rosados, vermelhos profundos, brancos, roxos e até padrões bicolores raros. Essa diversidade permite criar composições românticas, vibrantes ou delicadas, conforme a intenção do projeto paisagístico.

Ervilha-de-cheiro: guia completo para cultivar a flor perfumada que encanta no paisagismo

No paisagismo, funciona como uma espécie versátil, ideal para revestir estruturas verticais, formar maciços coloridos ou criar passagens floridas ao longo de caminhos e limites do jardim. Sua presença traz movimento visual, leveza e um discreto perfume que se espalha ao entardecer, reforçando o caráter sensorial das áreas externas.

Curiosidades e cuidados adicionais

Embora pertença à família das leguminosas, a ervilha-de-cheiro não é comestível. Suas sementes e vagens contêm substâncias potencialmente tóxicas a humanos e animais quando ingeridas, podendo interferir em processos metabólicos importantes. Por isso, recomenda-se atenção em jardins frequentados por crianças e pets.

Além de seu apelo ornamental, a espécie carrega uma longa história simbólica. Melina Alvarez destaca que a ervilha-de-cheiro esteve presente em cerimônias europeias por séculos. “No período vitoriano, simbolizava boas-vindas e gratidão. O perfume suave e o aspecto delicado das flores reforçaram essa ideia de hospitalidade e afeto, por isso era comum encontrá-la em arranjos colocados na entrada das casas ou oferecida como lembrança em reuniões sociais”, explica a paisagista.

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