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Ciência, clima e produção sustentável: Embrapa abre inscrições para o maior simpósio do Cerrado em 2026

X Simpósio Nacional do Cerrado e III Simpósio Internacional sobre Savanas Tropicais acontece de 23 a 25 de junho em Brasília, com prazo de inscrição prorrogado até 11 de junho

Revisão: Derick Machado
6 de junho de 2026
in Agro do Futuro & Inovação
Ciência, clima e produção sustentável: Embrapa abre inscrições para o maior simpósio do Cerrado em 2026

O Cerrado volta ao centro do debate científico nacional em junho. A Embrapa Cerrados, em parceria com a Universidade de Brasília, realiza de 23 a 25 de junho o X Simpósio Nacional sobre o Cerrado e o III Simpósio Internacional sobre as Savanas Tropicais, com expectativa de reunir cerca de 400 participantes na Associação dos Docentes da UnB, em Brasília. As inscrições foram prorrogadas até 11 de junho, e o prazo para envio de trabalhos científicos vai até 2 de junho.

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O evento consolida uma tradição de décadas de produção de conhecimento sobre o segundo maior bioma da América do Sul, ampliando agora sua dimensão para o contexto global das savanas tropicais. Pesquisadores, docentes, estudantes, produtores rurais, agentes públicos e representantes do terceiro setor e da iniciativa privada estarão na mesma mesa para discutir os caminhos de uma agropecuária mais eficiente e ao mesmo tempo comprometida com a conservação dos recursos naturais.

Cinco painéis e um objetivo em comum

A programação técnica do simpósio está estruturada em cinco painéis temáticos, cada um endereçando um dos nós críticos do debate sobre o Cerrado no contexto atual. As discussões passam por Meio Ambiente e Mudanças Climáticas; Sistemas de Produção Agrícola Sustentáveis; Agropecuária Sustentável com Casos de Sucesso; Políticas Públicas Baseadas em Ciência e Tecnologia; e Tecnologias Emergentes na Agropecuária Tropical.

Palestrantes nacionais e internacionais conduzem os painéis, garantindo tanto o olhar técnico sobre os desafios brasileiros quanto a perspectiva comparada com outras savanas do mundo. Essa dimensão internacional é um dos diferenciais desta edição: colocar o Cerrado em diálogo direto com ecossistemas tropicais similares em outros continentes amplia o repertório de soluções disponíveis e fortalece redes de pesquisa colaborativa.

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Um bioma que não pode esperar

O Cerrado é responsável por abrigar mais de 5% de toda a biodiversidade do planeta e por regular boa parte do ciclo hidrológico do Brasil central, alimentando bacias como a do São Francisco, do Paraná e do Tocantins. Ao mesmo tempo, é um dos biomas mais pressionados pela expansão agropecuária e pelas mudanças climáticas, com perda acumulada de vegetação nativa que já ultrapassa 50% de sua cobertura original.

É nesse contexto que um evento como o simpósio ganha relevância concreta. Não se trata apenas de um encontro acadêmico, mas de um espaço onde ciência e política pública se encontram para produzir respostas práticas. A presença de produtores rurais e agentes do setor privado ao lado de pesquisadores e gestores públicos reforça essa vocação: transformar conhecimento gerado em laboratórios e campos experimentais em decisões reais de manejo, conservação e produção.

Como participar

As inscrições e todas as informações sobre a programação, local e normas para envio de trabalhos estão disponíveis na página oficial do evento, em embrapa.br/simposiocerrado2026. Para se inscrever, basta acessar a aba “Inscrições e participação”. Quem deseja submeter trabalhos científicos deve consultar a aba “Envio de trabalho (normas)” e verificar os procedimentos antes do prazo final, que é 2 de junho.

Ciência, clima e produção sustentável: Embrapa abre inscrições para o maior simpósio do Cerrado em 2026

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail [email protected]. O folder do evento está disponível para download nas versões em português e inglês diretamente pela página oficial.

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Enquanto as análises laboratoriais tradicionais analisam os componentes químicos e os nutrientes do solo, na análise metagenômica o sequenciamento material genético é feito diretamente da amostra, focando nos microrganismos.  Segundo o gerente do Centro de Desenvolvimento Ambiental para Saúde do Tecpar, Marco Antonio Netzel, a implementação de protocolos de diagnóstico genético do solo possibilitará a identificação das condições biológicas que influenciam a produtividade agrícola.  “A aplicação pioneira da metagenômica agrícola no Estado, utilizando sequenciamento genético para mapear comunidades microbianas em larga escala, representa um marco metodológico”, afirma. “Isso ampliará a capacidade local de análise e gestão do solo com base em evidências científicas, transferindo conhecimento técnico para instituições públicas. Os dados gerados poderão orientar estratégias de manejo, além de subsidiar políticas públicas e estratégias de mitigação climática”.  INOVAÇÃO – O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa Go Genetic, prevê a coleta e extração de amostras de solo em regiões agrícolas do Paraná, que serão processadas em laboratório, por meio da extração de DNA e sequenciamento genético de nova geração (NGS). Em seguida, o material passará pela análise bioinformática – técnica que utiliza conceitos da computação, biologia e estatística para interpretar grandes volumes de informações biológicas, transformando dados brutos em conhecimento.  Ao todo, serão 8.400 pontos amostrados, resultando em aproximadamente 700 análises metagenômicas completas com dados genéticos e indicadores de saúde do solo.  As informações geradas serão analisadas e interpretadas em conjunto com as equipes técnicas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e embasarão uma publicação técnica que servirá como referência para o futuro desenvolvimento do Mapa Genético dos Solos do Estado.  Além de identificar áreas com necessidade de correção, permitindo o uso mais eficiente do solo, a recuperação de solos degradados e a otimização no uso de fertilizantes, o mapa ajudará na formulação de políticas públicas voltadas à saúde do solo e na elaboração de estratégias de controle e prevenção de doenças do solo, com recomendações técnicas sobre diferentes culturas.  BENEFICIADOS – Os principais beneficiados serão os pequenos e médios produtores paranaenses – que hoje representam 84% das propriedades rurais do estado. Eles poderão aumentar a produtividade com base em evidências técnicas, ampliando sua competitividade e autonomia.  Cerca de 100 agricultores familiares e cooperativas de 13 municípios farão parte do projeto-piloto. As cidades selecionadas são: Boa Ventura de São Roque, Carambeí, Castro, Curitiba, Guarapuava, Irati, Palmeira, Piraí do Sul, Pitanga, Ponta Grossa, Prudentópolis, São José dos Pinhais e Turvo.  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