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A lentidão da preguiça está escrita no DNA

POR:: MANIA DE PLANTAS

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Por décadas, a ciência atribuiu a lentidão da preguiça à dieta pobre em calorias. O novo estudo mostrou que a resposta real está gravada no próprio DNA do animal.

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Pesquisadores internacionais, com participação brasileira, sequenciaram o genoma completo de um bicho-preguiça-de-dois-dedos para entender as bases genéticas do metabolismo lento.

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O estudo identificou uma explosão de "genes saltadores", sequências de DNA capazes de se copiar e se inserir em outras regiões do genoma, alterando como os genes vizinhos funcionam.

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No ancestral comum de todas as preguiças modernas, esses elementos genéticos se multiplicaram e foram incorporados ao funcionamento normal do organismo, num processo chamado de domesticação genética.

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Grande parte dos genes saltadores foi parar justamente nas vias que controlam a produção e o consumo de energia nas células, ou seja, no centro exato do que determina o metabolismo do animal.

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O metabolismo da preguiça pode ser menos da metade do esperado para animais de porte similar. Para compensar, ela também varia a temperatura corporal conforme o ambiente, algo raro entre mamíferos.

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O estudo identificou genes com funções adaptativas que parecem manter as células saudáveis mesmo com as mitocôndrias trabalhando em ritmo reduzido, o que explica como o animal vive décadas em bom estado.

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O próximo passo é entender não só quais genes estão presentes, mas o que cada um faz. A preguiça deixou de ser símbolo de lentidão e virou laboratório natural com 30 milhões de anos de testes.