POR:: MANIA DE PLANTAS
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Em uma lavoura comum do DF, pesquisadores da Embrapa encontraram uma abóbora com manchas amarelas na casca. Ninguém a plantou assim.
O fruto bicolor resultava de uma alteração genética espontânea, sem intervenção humana. A cor diferente não era defeito, era um ponto de partida.
As cores vibrantes refletem betacaroteno e luteína concentrados no mesmo fruto, compostos ligados à saúde ocular e à produção de vitamina A.
Após coletar as sementes, a Embrapa iniciou ciclos de cultivo e seleção para estabilizar geneticamente a característica bicolor nas gerações seguintes.
O processo de aprimoramento do formato, resistência a doenças e estabilidade genética levou anos. A BRS Brasileirinha foi lançada oficialmente só em 2006.
Os frutos medem entre 12 e 18 centímetros e têm casca brilhante. O porte menor que o das abóboras comuns é uma das características que definem a cultivar.
A Brasileirinha pode ser consumida verde, seca ou em conserva, o que amplia sua aplicação tanto na cozinha doméstica quanto em mercados especializados.
Com espaçamento definido e manejo adequado, cada planta pode produzir até dez frutos quando colhidos ainda verdes, em ciclos de 60 a 70 dias.
A história da Brasileirinha mostra como um fruto fora do padrão, observado com atenção, pode se tornar décadas de pesquisa e um produto com identidade própria.